Campanha de vacinação infantil 2026: como atualizar a caderneta

A Campanha de Multivacinação 2026 já começou em todo o Brasil para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

A mobilização nacional segue até 1º de setembro, com o Dia D previsto para 22 de agosto, e oferece vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Mais do que aplicar uma dose, a campanha é uma oportunidade para conferir se a criança recebeu todas as vacinas indicadas para sua idade e corrigir possíveis atrasos.

A vacinação ajuda a proteger contra doenças que podem causar complicações importantes, como sarampo, pneumonias, meningites, coqueluche, poliomielite, influenza, dengue e outras infecções.

Quem deve participar da campanha de vacinação?

A campanha é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Mesmo que os pais acreditem que a caderneta esteja atualizada, vale levá-la para conferência. Muitas vezes, uma dose pode ter sido aplicada, mas não estar registrada corretamente, ou o esquema pode ter mudado desde a última vacinação.

A vacinação será seletiva. Isso significa que o profissional de saúde vai analisar:

  • a idade da criança;
  • as vacinas já registradas;
  • o intervalo entre as doses;
  • as recomendações atuais;
  • possíveis condições clínicas específicas.

A criança não receberá necessariamente todas as vacinas disponíveis. Serão aplicadas apenas as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema vacinal.

Quais são as principais novidades de 2026?

A campanha deste ano inclui atualizações importantes no calendário de vacinação.

Vacina pneumocócica 20-valente

A vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026.

Ela amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo algumas formas de pneumonia e meningite. A indicação depende da idade e do histórico vacinal da criança, especialmente entre os menores de 5 anos.

Vacina contra a dengue

A vacinação contra a dengue também faz parte das atualizações recentes do calendário para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme as indicações do programa nacional.

A vacina não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito, como evitar água parada e utilizar proteção adequada. Ela faz parte de uma estratégia mais ampla de redução do risco da doença.

Segundo reforço contra a poliomielite

Desde agosto de 2026, o esquema contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite aos 4 anos de idade.

Embora o Brasil não registre casos da doença há décadas, a vacinação continua essencial para evitar a reintrodução do poliovírus.

Outras vacinas

Conforme a idade e o histórico da criança, podem ser avaliadas vacinas como:

  • BCG;
  • hepatite B;
  • poliomielite;
  • rotavírus;
  • pneumocócicas;
  • meningocócicas;
  • influenza;
  • covid-19;
  • febre amarela;
  • tríplice viral;
  • varicela;
  • hepatite A;
  • DTP;
  • HPV;
  • dengue.

A indicação final deve sempre ser feita por um profissional habilitado, após a conferência da caderneta.

A caderneta está atrasada. É preciso começar tudo novamente?

Na maioria das situações, um esquema vacinal atrasado não precisa ser reiniciado. O profissional calcula quais doses ainda são necessárias e orienta como completar a vacinação.

No entanto, não é seguro tentar fazer esse cálculo sozinho. Algumas vacinas exigem intervalos mínimos entre as doses, e a orientação pode mudar conforme a idade, o tipo de imunizante e as condições de saúde da criança.

Por isso, leve a caderneta mesmo que ela esteja incompleta, antiga ou com anotações difíceis de interpretar.

Você também pode consultar o artigo da Pediatria Maceió sobre o calendário de vacinação infantil, lembrando que as recomendações podem ser atualizadas ao longo do tempo.

Quais documentos levar para a vacinação?

Para facilitar o atendimento, os pais ou responsáveis devem levar:

  • a caderneta de vacinação;
  • um documento da criança ou adolescente, quando disponível;
  • documento do responsável;
  • informações sobre alergias ou reações anteriores a vacinas;
  • relatórios médicos, caso a criança tenha alguma condição de saúde específica.

Se a caderneta tiver sido perdida, a equipe de vacinação pode orientar sobre a recuperação do histórico. Dependendo da situação, pode ser necessário consultar registros anteriores na unidade onde as doses foram aplicadas.

É possível receber mais de uma vacina na mesma visita?

Em muitas situações, sim. Algumas vacinas podem ser aplicadas na mesma visita, desde que estejam indicadas para aquela criança.

A decisão depende da idade, do histórico vacinal, do intervalo entre as doses e das recomendações específicas de cada imunizante.

Não é necessário adiar a atualização da caderneta por receio de receber várias vacinas no mesmo período. O importante é que a avaliação seja feita por um profissional capacitado.

Calendário do SUS e calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria são iguais?

Não necessariamente.

O Calendário Nacional de Vacinação define as vacinas oferecidas pelo Programa Nacional de Imunizações. Já a Sociedade Brasileira de Pediatria publica recomendações que podem incluir diferenças de idade, número de doses ou imunizantes disponíveis na rede privada.

Por isso, algumas famílias podem receber orientações diferentes dependendo do serviço consultado. Isso não significa que uma recomendação esteja automaticamente errada.

O pediatra deve avaliar a situação individual da criança e explicar quais vacinas são indicadas, onde podem ser encontradas e qual esquema é mais adequado.

A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou a atualização do Calendário de Vacinação 2026–2027, que deve ser consultada junto com a avaliação clínica.

Como funciona a Casa de Vacinas da Pediatria Maceió?

Com a abertura da Casa de Vacinas da Pediatria Maceió, as famílias passam a contar com um espaço dedicado à orientação e à atualização da proteção vacinal de crianças e adolescentes.

Antes da vacinação, é importante conferir:

  • quais imunizantes estão disponíveis;
  • se é necessário agendamento;
  • os horários de atendimento;
  • quais documentos devem ser apresentados;
  • se a vacina indicada faz parte do calendário público ou privado.

Para informações sobre atendimento e disponibilidade, entre em contato com a Pediatria Maceió.

Perguntas frequentes

Se a criança estiver resfriada, pode tomar vacina?

A possibilidade depende do quadro clínico e da vacina indicada. Um resfriado leve nem sempre impede a vacinação, mas a criança deve ser avaliada quando houver febre importante, prostração ou sintomas mais intensos.

A criança precisa estar em jejum?

Em geral, não é necessário jejum para tomar vacinas.

Posso atualizar a caderneta em qualquer época do ano?

Sim. A campanha concentra esforços em determinado período, mas a atualização vacinal deve fazer parte do cuidado contínuo da criança.

A vacina contra a dengue elimina o risco da doença?

Nenhuma vacina oferece proteção absoluta. Além da vacinação quando indicada, continuam importantes as medidas contra a proliferação do mosquito transmissor.

Não deixe a caderneta para depois

A Campanha de Multivacinação 2026 é uma boa oportunidade para verificar se a proteção da criança está completa e atualizada.

Separe a caderneta, confira os registros e procure orientação profissional. A vacinação protege a própria criança, reduz a circulação de doenças e contribui para a proteção de toda a comunidade.

A Pediatria Maceió está localizada na Av. Júlio Marques Luz, 529, Jatiúca, Maceió/AL.

Informações: (82) 3231-7742

Pediatria Maceió — cuidando da saúde das crianças com orientação e acompanhamento profissional.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Conteúdo sob responsabilidade de Dr. Marcos Gonçalves, médico pediatra e alergista, CRM/AL 6385, RQE 5040.

Fontes oficiais

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