Diarreia e desidratação infantil: sinais de alerta

“Meu filho está com diarreia. Preciso levá-lo ao pronto atendimento?”

Essa é uma dúvida muito comum entre pais e responsáveis. Na maioria das vezes, a diarreia aguda melhora em alguns dias. O principal risco, especialmente em bebês e crianças pequenas, é a perda de água e sais minerais, levando à desidratação.

As doenças diarreicas agudas são geralmente definidas pela ocorrência de três ou mais episódios de fezes líquidas ou amolecidas em 24 horas. Elas podem ser causadas por vírus, bactérias ou parasitas.

Em Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde também alerta que os quadros podem estar relacionados à contaminação de alimentos, à higiene inadequada das mãos e ao consumo de água imprópria.

O mais importante é observar o estado geral da criança e iniciar a hidratação adequadamente.

Quais são os sinais de desidratação em crianças?

Os sinais podem variar de acordo com a idade e a intensidade da perda de líquidos. Fique atento a:

  • boca, língua ou lábios secos;
  • ausência ou redução importante das lágrimas ao chorar;
  • olhos fundos;
  • sede intensa;
  • irritabilidade ou sonolência incomum;
  • criança muito abatida ou com pouca reação;
  • redução da quantidade de urina;
  • fraldas permanecendo secas por mais tempo que o habitual;
  • pele fria, pálida ou com aspecto diferente;
  • dificuldade para beber líquidos;
  • vômitos repetidos que impedem a hidratação.

Em bebês, a desidratação pode evoluir mais rapidamente. Por isso, crianças pequenas, principalmente lactentes, merecem observação mais cuidadosa.

Quando há dúvida sobre o estado de hidratação, é mais seguro procurar avaliação profissional.

O que fazer em casa nos casos leves?

Se a criança está ativa, consegue beber líquidos e não apresenta sinais de alarme, algumas medidas podem ser iniciadas em casa enquanto se observa a evolução.

Ofereça solução de reidratação oral

A solução de sais de reidratação oral, conhecida como SRO, ajuda a repor água e eletrólitos perdidos nas evacuações e nos vômitos.

Ofereça em pequenas quantidades e com frequência. Se a criança vomitar, aguarde alguns minutos e tente novamente, oferecendo volumes menores.

O Ministério da Saúde orienta oferecer líquidos ou SRO após cada evacuação diarreica e episódio de vômito, conforme a aceitação da criança.

Mantenha o aleitamento materno

O aleitamento materno deve ser mantido. Não é necessário suspender a amamentação por causa da diarreia.

O leite materno contribui para a hidratação e a nutrição do bebê. Em crianças que já se alimentam normalmente, a alimentação habitual deve ser mantida sempre que possível.

Não force grandes volumes de uma só vez

Oferecer uma grande quantidade de líquido rapidamente pode provocar vômitos. Prefira pequenas porções repetidas ao longo do tempo.

Copos, colheres ou seringas dosadoras podem ajudar quando a criança não aceita beber diretamente.

O que deve ser evitado?

Algumas atitudes podem piorar o quadro ou atrasar o tratamento adequado.

Evite:

  • refrigerantes;
  • bebidas energéticas;
  • sucos muito concentrados ou muito açucarados;
  • medicamentos antidiarreicos sem orientação médica;
  • antibióticos por conta própria;
  • interromper a alimentação sem necessidade;
  • preparar o soro caseiro com medidas imprecisas;
  • oferecer apenas água em grandes quantidades quando há sinais de desidratação.

O antibiótico não é necessário em todos os casos de diarreia. Ele só deve ser utilizado quando houver indicação clínica, como em situações específicas avaliadas pelo médico.

Quando levar a criança ao pronto atendimento?

Procure o pronto atendimento pediátrico se a criança apresentar:

  • sinais de desidratação;
  • dificuldade para beber ou recusa persistente de líquidos;
  • vômitos repetidos;
  • sangue nas fezes;
  • dor abdominal intensa ou contínua;
  • febre alta ou persistente;
  • sonolência excessiva, prostração ou alteração do comportamento;
  • redução importante da urina;
  • piora progressiva da diarreia;
  • convulsão;
  • dificuldade para respirar;
  • pele muito pálida, fria ou arroxeada.

A presença de sangue nas fezes, vômitos persistentes ou alteração do estado geral merece avaliação médica, mesmo que a criança ainda não pareça muito desidratada.

Também é importante procurar atendimento mais cedo quando o paciente é um bebê pequeno, tem alguma doença crônica, apresenta desnutrição ou possui imunidade comprometida.

Diarreia com vômitos exige atenção redobrada

Quando a criança apresenta diarreia e vômitos ao mesmo tempo, a perda de líquidos pode ser maior e a reposição pode ficar mais difícil.

Nessas situações:

  1. ofereça pequenas quantidades de SRO com frequência;
  2. evite oferecer um copo cheio de uma só vez;
  3. observe a quantidade de urina;
  4. verifique se a criança permanece responsiva e ativa;
  5. procure atendimento se os vômitos impedirem a hidratação.

Se a criança não consegue manter líquidos no estômago, pode precisar de avaliação e tratamento em uma unidade de saúde.

Quanto tempo a diarreia pode durar?

As doenças diarreicas agudas geralmente têm duração limitada. A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió informa que esses quadros podem durar até 14 dias, mas isso não significa que os responsáveis devam esperar esse período para procurar ajuda.

A criança deve ser avaliada antes disso se houver sinais de desidratação, sangue nas fezes, febre importante, vômitos persistentes ou piora do estado geral.

A duração é apenas um dos fatores analisados. O estado de hidratação e o comportamento da criança são fundamentais para decidir a conduta.

Como prevenir novos episódios?

A prevenção depende principalmente de medidas de higiene e segurança da água e dos alimentos.

Alguns cuidados importantes são:

  • lavar as mãos antes de preparar alimentos;
  • lavar as mãos depois de usar o banheiro ou trocar fraldas;
  • higienizar frutas e verduras adequadamente;
  • consumir água potável;
  • manter os alimentos refrigerados corretamente;
  • evitar alimentos de procedência duvidosa;
  • não compartilhar utensílios durante um quadro infeccioso;
  • manter a vacinação infantil atualizada.

A vacinação contra o rotavírus, conforme o calendário e a idade da criança, é uma das medidas importantes de proteção.

Perguntas frequentes

Toda diarreia precisa de antibiótico?

Não. A maioria dos quadros não precisa de antibiótico. A necessidade depende da causa provável, dos sintomas e da avaliação médica.

O soro de reidratação oral deve ser oferecido mesmo quando a criança está vomitando?

Sim, desde que a criança consiga ingerir pequenas quantidades. Ofereça volumes menores e com maior frequência. Se os vômitos forem persistentes ou impedirem a hidratação, procure atendimento.

Posso dar apenas água?

A água ajuda, mas em casos de diarreia há perda de sais minerais. A solução de reidratação oral é mais adequada para repor água e eletrólitos nas situações indicadas.

Quando a diarreia vira uma emergência?

Quando há sinais de desidratação importante, alteração da consciência, incapacidade de beber, vômitos persistentes, sangue nas fezes, dor intensa, convulsão ou piora rápida do estado geral.

Quando procurar a Pediatria Maceió?

A diarreia infantil merece atenção principalmente quando vem acompanhada de sinais de desidratação ou quando a criança não consegue repor os líquidos perdidos.

O pronto atendimento pediátrico da Pediatria Maceió funciona todos os dias, das 7h às 22h, para avaliação de crianças e adolescentes com necessidade de cuidados imediatos.

A clínica está localizada na Av. Júlio Marques Luz, 529, Jatiúca, Maceió/AL.

Informações: (82) 3231-7742

Você também pode consultar o artigo sobre febre em crianças e quando procurar o pronto atendimento.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Conteúdo sob responsabilidade de Dr. Marcos Gonçalves, médico pediatra e alergista, CRM/AL 6385, RQE 5040.

Fontes consultadas

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